Recentemente comprei um celular mais potente e melhor do que o que possuía e passei a me deparar com um problema, que é a exploração de preços das tais películas de celular. Postei no Facebook que não acreditava no absurdo de ter colocado película no carro inteiro por 80 reais e a película do meu celular (que é grande, mas que deve ser do 1/10 do tamanho de cada um dos 5 vidros de meu carro) ser R$50,00.

Como não tive tempo de procurar para achar mais barato, acabei optando por não comprar. Isso me levou a um hábito: toda vez que colocava o celular no bolso, eu colocava o visor para frente, pois evitaria contato com algo que já tivesse em meu bolso – chaves e outros objetos que pudessem arranhar a tela. Funcionou… por 3 meses! rs

No fim de ano fomos curtir o revellion numa praia da Bahia e essa conjunção entre tecnologia e areia de praia, levou inevitavelmente a tela a ficar arranhada. Veio logo um pensamento “Poxa , vou ter que comprar a película agora, senão vou estragar meu celular todo”. Comprei, não a de 50 reais, mas uma de R$30,00… hehe

Contudo, não é sobre preço de películas que quero falar e sim sobre risco (não só o de película!). Assim que coloquei a película, pus o celular no bolso e o vendedor me disse “coloque para dentro!” Eu olhei para ele com uma cara de idiota, demorei longos segundos para entender e ele concluiu “vire a tela do celular para dentro, pois se você se bater em algo ela não quebrará”…

Isso me demonstrou uma importante lição para a vida: muitas vezes assumimos riscos muito maiores, simplesmente por não termos a ferramenta adequada. Em relação à oratória e à comunicação com o público acontece exatamente isso.

Quantas vezes, por não termos a ferramenta de falar com o público de uma maneira segura e eficaz, assumimos o grande risco, por exemplo, de nunca termos nosso trabalho reconhecido por toda empresa, de passarmos por uma faculdade fazendo “escada” para outros colegas que apresentam nosso trabalho, pois “não gostamos de falar em público”. O “risco” de se capacitar é bem pequeno frente ao benefício, assim como a película do meu celular, foi um investimento pequeno, frente ao perigo que era de quebrar a tela e perder toda a funcionalidade do mesmo.

Desde o episódio do celular, quando vejo alguém falar que não faz um curso de oratória porque não quer gastar dinheiro nisso, eu tenho uma reminiscência deste caso e percebo que nossa mesquinhez às vezes nos faz sofrermos grandes problemas na vida, seja quebrar um celular ou limitar-se no crescimento pessoal e profissional.

Você vai assumir esse risco? Espero que não! Estarei te aguardando no próximo curso de oratória.